plorvexa.com
← ArtigosConsultas

Como se prepara para a consulta individual e o que pode esperar dela

Respondemos à pergunta que mais ouvimos antes de uma primeira consulta: o que devo levar, o que vai ser falado e o que fica combinado no fim da conversa.

Sofia Pereira · · 5 min de leitura

A pergunta que mais ouvimos ao telefone

Quase todas as pessoas que ligam para o nosso número, antes de marcarem a primeira consulta individual, fazem a mesma pergunta: o que é preciso levar e o que vai acontecer naquela hora. Percebemos a hesitação. Quem tem mais de 55 anos e um imóvel para decidir raramente quer ser apanhado de surpresa, nem sentir que está a ser avaliado.

Por isso respondemos sempre da mesma maneira: a consulta é uma conversa, não um exame. Não é preciso trazer a documentação toda organizada, nem ter uma ideia fechada sobre o que fazer com a casa. Muitas pessoas chegam apenas com a dúvida, e isso é perfeitamente suficiente para começarmos.

Neste artigo, escrito nestas semanas de outono em que o telefone toca mais por causa das decisões adiadas durante o verão, juntámos as respostas que damos com mais frequência.

Os documentos que ajudam, sem obrigação

Há alguns papéis que tornam a conversa mais concreta, mas nenhum é condição para marcar. A caderneta predial e a certidão do registo predial dizem-nos o que está efetivamente inscrito. Se o imóvel foi herdado, a escritura ou os documentos da partilha ajudam a perceber quem são os titulares.

Se não encontrar algum destes documentos, diga-nos na marcação. Muitas vezes é possível pedi-los depois, com a nossa orientação sobre onde e como. O que não deve fazer é adiar a consulta por causa disso.

Uma fotografia do imóvel, mesmo tirada ao telemóvel, também ajuda bastante. Mostra o estado geral, a luz, a divisão das áreas e aquilo que a descrição escrita nem sempre transmite.

  • Caderneta predial e certidão do registo predial, se os tiver
  • Escritura ou documentos de partilha, em caso de herança
  • Algumas fotografias recentes do imóvel
  • Valores aproximados de IMI, condomínio e despesas correntes

O que é conversado durante a hora

Começamos por ouvir. Pedimos que nos conte a história do imóvel: quem lá viveu, há quanto tempo está como está, o que preocupa e o que gostaria de poder fazer. É esta parte que mais pesa, porque as prioridades de cada proprietário são diferentes e condicionam todas as alternativas.

Depois passamos aos factos práticos: localização, tipologia, estado de conservação, custos que o imóvel gera e se há pessoas da família envolvidas na decisão. Tomamos notas à vista, para que possa corrigir o que tenhamos percebido mal.

Na parte final, explicamos de forma simples os caminhos que fazem sentido considerar, com as vantagens e as condicionantes de cada um, sem prometer resultados nem pressionar para escolher naquele momento.

Quem pode vir e quem convém que esteja presente

Muitas pessoas perguntam se podem trazer alguém. Podem e, em geral, aconselhamos. Um cônjuge, um filho ou um irmão que partilhe a propriedade ouve as mesmas explicações, e isso evita mal-entendidos mais tarde. Quando há vários herdeiros, é útil que pelo menos um deles acompanhe a conversa.

Se preferir vir sozinho, também está bem. Há quem queira primeiro perceber o terreno e só depois levar o assunto à família. Respeitamos esse ritmo e não pedimos a ninguém que decida antes de estar pronto.

A Sofia Pereira, que gere as marcações, combina consigo o dia e a hora e explica tudo o que for necessário antes de chegar.

O que não acontece numa consulta individual

Convém ser claro sobre os limites. A consulta não é uma avaliação oficial do valor do imóvel, não substitui o trabalho de um advogado ou de um notário e não envolve a assinatura de nada. Também não garante rendimento nenhum: o nosso papel é ajudá-lo a perceber as opções e os passos habituais.

Não há venda de imóveis, nem intermediação, nem pressão para contratar algo mais. Se, no fim, a conclusão for que o melhor é deixar tudo como está por enquanto, dizemos isso com a mesma franqueza.

Também não se espera que saia dali com uma decisão tomada. Muitas pessoas precisam de tempo e de falar em casa, e é assim que deve ser.

O que fica combinado no fim

Antes de nos despedirmos, resumimos em voz alta o que foi falado e acordamos os próximos passos possíveis. Pode ser reunir um documento em falta, pensar em duas ou três alternativas, ou pedir uma análise mais detalhada do imóvel ou um plano escrito.

Se quiser avançar para algum desses serviços, enviamos uma confirmação por escrito com o que está incluído e o respetivo preço, e só depois disso há fatura. Se preferir não avançar, a conversa fica por aí, sem qualquer compromisso.

Costumamos sugerir que escreva as suas dúvidas antes de vir, em qualquer papel. Quase sempre, a pergunta mais importante é a que se esquece de fazer na hora.

A consulta individual existe para que o proprietário saia com as ideias mais arrumadas do que entrou, não com uma decisão forçada. Traga o que tiver, conte a história do imóvel e faça todas as perguntas que lhe ocorrerem. Se quiser marcar, use a página de contactos ou ligue-nos, e a Sofia Pereira trata do resto com calma e clareza.

Escrito por

Sofia Pereira

Gestora de clientes

Responsável pelo atendimento e pela organização das consultas, explica cada passo com clareza e paciência.